EXORCISMO – ATRAVÉS DOS TEMPOS – Parte 1

Hoje a UOL notícias trouxe uma matéria sobre EXORCISMO,  que veio de encontro ao tema que pretendia desenvolver com vocês! Por ser polêmico e vasto este tema, vou dividí-lo em três  partes, começando com a história e a postura da religiões com relação ao ato de exorcisar.

Nas culturas egípcia, babilônica, assíria e judaica, acreditava-se que certas doenças ou calamidades naturais eram ocasionadas por demônios. Para afastá-los recorria-se a algum ESCONJURO ou EXORCISMO. A cultura ocidental recebeu essas idéias através da Bíblia e do cristianismo primitivo.

No Cristianismo, o EXORCISMO ( do grego exorkismós,”ato de fazer jurar”,  e do latim exorcismu), é a cerimônia que visa esconjurar os espíritos maus, forçando-os a deixar os corpos possessos ou dominar sua influência sobre pessoas, objetos, situações ou lugares.

Quando a expulsão de demônios ocorre de forma objetiva, é denominada EXORCISMO SOLENE, e deve ser efetivada de acordo com fórmulas consagradas, que incluem aspersão de Água Benta, imposição de mãos, conjurações, sinais da Cruz, orações, salmos, cânticos, etc…

Finalmente, o ritual Católico do EXORCISMO pode ser executado por Sacerdotes somente quando são expressamente autorizados por Bispos.

O EXORCISMO NA BÍBLIA

Embora o Antigo Testamento reconheça a atuação do demônio a partir da tentação e da queda de Adão e Eva no Paraíso, não faz menção concreta de uma ação maléfica direta do diabo sobre os homens.

O Judaísmo antigo traz relatos de intervenções demoníacas na vida cotidiana, no Livro de Tobias, onde é narrado um EXORCISMO praticado mediante orações e utilização de vísceras de peixe.

No Novo Testamento, o Evangelista Marcos insiste de maneira mais realista nos EXORCISMOS praticados por Jesus e por seus Discípulos. São explicados como expulsão de demônios do corpo de possessos ou lunáticos; em outros a cura de enfermidades atribuídas à ação  do demônio. Os evangelistas se utilizavam dessas ilustrações para demonstrar a vitória de Jesus sobre Satanás, bem como para mostrar como o seu provo se libertou do pecado.

EXORCISMOS NA HISTÓRIA DA IGREJA

As curas e os EXORCISMOS foram comuns na Igreja primitiva. O Imperador Constantino institucionalizou os EXORCISMOS carismáticos realizados informalmente por qualquer cristão, criando a função do Exorcista. O Rituale Romanun reuniu diversos ritos de EXORCISMOS para situações variadas.

O Racionalismo do Século XVIII conseguiu explicar muitos mistérios supostamente sobre-humanos, mormente com a descoberta do hipnotismo e da psicologia profunda do Século XIX.

A Igreja Católica admite EXORCISMOS ordinários, contidos no rito do batismo, como símbolo da libertação do pecado e do poder do demônio, é praticado na bênção da água Batismal e na sagração dos Santos Óleos. Os EXORCISMOS solenes, que objetivam a expulsão do demônio do corpo de um possuído, são práticas raríssimas e só confiadas, mediante permissão episcopal, à Sacerdotes muito experientes.

O EXORCISMO católico pode ser um processo longo, extenuante, podendo durar vários dias. A possessão está associada ao mal e o ritual de libertação é feito de forma dramática e violenta. Os exorcistas recorrem às preces, água-benta, defumadores, essências de rosas e arruda. O sal que é associado à pureza espiritual também é utilizado.

Já o Cristianismo deste século adotou uma postura dividida em relação ao EXORCISMO. Se de um lado mantém distância de sua prática, atuando na seara de psiquiatras e médicos, autorizando estudos para esclarecer o fenômeno, de outro lado a Igreja oculta os casos confirmados de possessão que ocasionaram a prática de rituais de expulsão.  O Papa João Paulo II declarou ter aplicado EXORCISMO sob uma jovem, em 1982.

À luz da Igreja moderna, aqueles que se julgarem possuídos, devem, prioritariamente, procurar a ajuda de um médico ou psicólogo. Recorrer a um Sacerdote Cristão deve ser considerado o último recurso!

O Padre Gabrielle Amorth, que diz ter realizado aproximadamente 50.000 EXORCISMOS, considera que somente 84 foram possessões autênticas, eis que os sintomas desses casos incluíam força física sobre-humana, xenoglossia (fala espontânea em idioma jamais aprendido pelo possuído).

Com essas considerações sobre esse tema tão questionado, cuja sequência farei nas próximas publicações, eu posso acrescentar que trabalhei por muitos anos em um Centro Espírita diretamente orientado pelo grande Mestre CHICO XAVIER, onde nossa Diretora era sempre convidada para auxiliar em casos complicados de EXORCISMOS, que eram realizados por Sacerdotes autorizados, nos subterrâneos de uma Catedral de Belo Horizonte/MG.

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