ALQUIMIA

ALQUIMIA

ALQUIMIA deriva da palavra árabe “al-khimia” que significa química, ou seja, era a “química” praticada na Idade Média. Teve seu auge entre os séculos XIV e XVI, mas teve suas origens no Egito Antigo. Na cidade de Alexandria, que foi erigida pelo Imperador Alexandre, e era um centro de conhecimento, foram reunidos escritos de uma antiga técnica egípcia chamada “kymiâ”, que envolvia o domínio dos processos químicos de embalsamamento e a manipulação de metais. Depois de ser conhecida pelos gregos, a  “kymiâ” passou a considerar que toda a matéria era constituída por quatro elementos básicos: terra, ar, água e fogo.

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Quando os romanos dominaram o Egito, a ALQUIMIA passou a ser condenada pelas autoridades imperiais. Ao ser oficializado o Cristianismo pelo imperador Constantino, em 330 dC, um grupo de hereges ligados à prática da mesma, foram perseguidos pelas autoridades romanas, e refugiaram-se na Pérsia, passando a difundir o domínio dessas técnicas.

ALQUIMIA também foi expandida com os muçulmanos, eis que o Alcorão seu livro sagrado, previa que o conhecimento da natureza era uma forma louvável de aproximação com ALÁ. Eis porque muitos árabes desenvolveram estudos sobre elementos químicos e metais preciosos. A Europa Medieval pouco sabia sobre tais estudos.

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O movimento das Cruzadas trouxe o contato da ALQUIMIA com os europeus. Sua busca pela vida eterna e outras verdades proibidas aos olhos religiosos medievais, fizeram com que os ALQUIMISTAS passassem a utilizar complexa simbologia para descrever suas conquistas e experimentos por eles descobertos.

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Mesmo sendo mal vista pela Igreja, a ALQUIMIA foi uma atividade comum entre alguns Clérigos como Roger Bacon e são Tomas de Aquino, que relataram alguns experimentos como a obtenção de ouro através de outras substâncias e a criação de um homem mecânico.

Com a criação de alguns pontos que dariam origem à química, por Robert Boyle, no século XVII, parecia que suas idéias o afastavam do lado místico da ALQUIMIA, mas ele próprio acreditava que um metal poderia ser transmutado. Outro cientista interessado pela ALQUIMIA foi Isaac Newton (1643-17270), que buscou o encontro da “Pedra Filosofal” em vários de seus estudos.

Ao longo do século XVII, os conhecimentos sobre a ALQUIMIA foram questionados por perseguir a vida eterna e o conforto material. Apesar destas crenças, a ALQUIMIA não pôde ser posta para fora do desenvolvimento das ciências, pois muitos dos instrumentos utilizados nos processos químicos e o estudo de alguns elementos foram elaborados graças ao espírito empreendedor dos ALQUIMISTAS.

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Outro dado importante a ser falado é que a tese de transformação dos elementos químicos foi comprovada por diversos estudos desenvolvidos  durante o século XX.

ALQUIMIA tinha caráter místico e combinava química, física, astrologia, filosofia, arte, metalurgia, medicina, misticismo e religião. Os ALQUIMISTAS usavam fórmulas e recitações mágicas para invocar deuses e demônios favoráveis às operações químicas. Por essas situações, muitos foram acusados durante a Idade Média de ter pacto com o demônio, tendo sido presos, excomungados e queimados vivos na fogueira pela Inquisição da Igreja Católica. Por isso até os dias de hoje o uso do enxore é associado ao demônio.

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As principais finalidades da ALQUIMIA eram:

– transformar metais como mercúrio e chumbo em ouro ou prata;

– preparar o Elixir da Longa Vida, a cura dos males e a eterna juventude;

– conseguir transformar o ALQUIMISTA de homem caído em criatura perfeita.

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Como sempre, em minhas publicações dou um testemunho sobre o assunto. Eu conheci um ALQUIMISTA em Porto Alegre, Rio Grande do Sul, que estava desenvolvendo um capacete para medir a Aura Humana.

Era uma pessoa ímpar, de um conhecimento vasto sobre as ciências exatas e também com um grande domínio sobre o oculto. Ele me convidou para ser sua aprendiz, mas eu teria que ter uma dedicação quase exclusiva ao processo de aprendizado, o que me inviabilizou por ter meus filhos muito pequenos, naquela ocasião. Apesar de fascinada pelo estudo da ALQUIMIA, sei que tomei a decisão correta.

Enfim, foi uma experiência fascinante travar conhecimento com esse ALQUIMISTA, penetrar no seu mundo de estudos, em seu laboratório e poder ver “in loco” as poções e tubos de ensaio contendo os mais diversos fluídos, tudo em prol de uma busca da melhoria do ser humano.

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